terça-feira, 16 de abril de 2019

Os equívocos na tradução do místico Nostradamus


traduzido por: Eduardo Rodrigues, 

OS EQUÍVOCOS NA TRADUÇÃO DO MÍSTICO NOSTRADAMUS

Publicado em 09 de novembro de 2018

Michel de Nostredame (latinizado como Nostradamus)
14 ou 21 de dezembro de 1503 (dependendo da fonte) - 2 de julho de 1566
“De fato, o dom hereditário da profecia irá para o túmulo comigo.” - Nostradamus
Nostradamus era um médico, astrólogo, erudito, feiticeiro amplamente contestado, e uma fraude. Crescido rico e honrado na corte francesa de Henrique II, Nostradamus, diziam, prestava serviços à rainha Catarina de Médici. Mais conhecido nos dias de hoje devido ao seu livro Les Propheties, que, supostamente, prevê eventos futuros, a credibilidade de Nostradamus tem sido amplamente debatida há séculos. Seu livro goza da confiança de um grande número de apoiadores e da imprensa popular por antecipar com precisão o acontecimento de muitos eventos mundiais. No entanto, como são muitas as línguas nas quais suas previsões são lidas atualmente, o que deve ser levado a sério e o que foi perdido nas traduções?
  • Relatos documentados e suspeitas de deliberadas más interpretações e erros de tradução do trabalho de Nostradamus têm provocado rejeições às alegações de que ele possuía alguma habilidade profética. Acadêmicos taxam os escritos de Nostradamus como “caracteristicamente vagos” e inúteis para determinar a validade de qualquer alegação sobre tais poderes sobrenaturais. Especificamente, as traduções de suas quadras para o inglês não são consideradas como de alta qualidade. Devido à falta de conhecimento do idioma francês corrente no século XVI pelos autores e tradutores modernos, as quadras são muitas vezes deliberadamente mal traduzidas para ajudar na qualidade e estilo místico dos escritos de Nostradamus. É raro encontrar uma tradução em inglês de Nostradamus baseada em sua edição original.
  • Foi em um almanaque publicado em 1550 que Nostradamus usou esta latinização de seu pré-nome pela primeira vez. A publicação foi tão bem sucedida que ele decidiu escrever versões anuais. Como coleção, esses almanaques contêm pelo menos 6.338 profecias e 11 calendários anuais. Em resposta à popularidade desses almanaques, a nobreza e os líderes de terras distantes se interessaram por Nostradamus, e o empregaram, tanto para que elaborasse horóscopos, e também como especialista em conselhos “psíquicos” de cunho místico.
  • Inclinando-se nas artes da cura, Nostradamus escreveu dois livros sobre ciência médica; Paraphrase de C. GALIEN, sus l'Exortation de Menodote aux estudes de bonnes Artz, mesmement Medicine, e Traité des fardemens. Incluídos nesses textos médicos estão os descritivos dos métodos usados para tratar a peste e a preparação de cosméticos.
  • Para abordar a versão do francês em que Nostradamus escreveu, alguns dizem que ele usou "Old French", quando na realidade escreveu em "Middle French", usado nos séculos XV e XVI, ao invés do IX ao XIV; o francês moderno só passou a ser empregado a partir do século XVII. Seja o que for que Nostradamus originalmente tenha escrito, raramente é usado. Com a tática muito popular de traduzir primeiro o francês antigo para o francês moderno, e do francês moderno para o idioma de destino, é muito improvável que essas traduções  mantivessem a alta qualidade necessária para reter o significado profético original de Nostradamus.
Não há muito a confirmar por meio de fatos com Nostradamus. Com todos os erros de tradução, misticismo e profecias alarmantes, o astrólogo francês medieval parece ser nada mais que um fenômeno poético que chocou o mundo com a capacidade de prever a coincidência. Nostradamus prova ser interessante quando se considera a importância da tradução de alta qualidade e é, ainda, outra vítima do contrário.
Nostradamus em números:
Dizem que Nostradamus previu sua própria morte, no ano de 1567. Conta a lenda que Nostradamus foi enterrado de pé. Mais impressionante é que, quando seu corpo foi desenterrado para ser removido durante a Revolução Francesa, diz-se que estava usando um medalhão gravado com a data exata daquele dia. Não há evidências históricas para apoiar tais afirmações.

O número de linhas em uma quadra. Les Propheties foi escrita quase inteiramente usando esse padrão poético, e ele fez isso como uma espécie de código para esconder suas profecias da Igreja na época.

A idade que Mario Reading, um proeminente tradutor de Nostradamus, morreu em 29 de janeiro de 2017. Ele era estudante de francês medieval, e publicou traduções de todos os versos encontrados de Nostradamus do período 1503-66.

I
O número de quadras poéticas coletadas em Les Propheties. Publicado pela primeira vez em 1555, o livro não deixou de ser relançado desde a morte de Nostradamus.
Para os trabalhos completos de Nostradamus, clique aqui. Para uma versão mista francesa e inglesa das profecias de Nostradamus, clique aqui. Para uma lista de 9 previsões de Nostradamus que alguns dizem prever o futuro, clique aqui.
Para um forte contraste com Nostradamus, leia nosso artigo sobre Stephen Hawking, cujas previsões são baseadas em observações científicas: "TRADUZINDO O UNIVERSO COM STEPHEN HAWKING"
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segunda-feira, 25 de março de 2019

Library or bookshop? Fabric or factory? Evitando os "falsos amigos" mais comuns





Traduzido por Eduardo Rodrigues,

Às vezes, mesmo parecendo iguais ou semelhantes em duas línguas diferentes, algumas palavras podem não significar a mesma coisa. Chamamos essas palavras de "falsos amigos" porque parecem ser "amigáveis" e fáceis de aprender, mas acabam nos levando ao erro. Neste post, discutirei alguns falsos amigos com o inglês: Tentei escolher aqueles que são problemáticos para falantes de vários outros idiomas.

Um simples é library. Que é um lugar onde você pega livros emprestados ou simplesmente os consulta. Se quiser comprar livros, você vai a uma bookshop (UK) / bookstore (EUA).
Uma palavra inglesa que frequentemente causa problemas é actual (e o advérbio relacionado, actually). Significa "real" ou "não imaginário", e muitas vezes acrescenta ênfase ao que se descreve. Para falar sobre coisas que acontecem ou existem no momento presente, você precisará da palavra current ou currently .


  • Eu não quero ajuda online. Eu quero falar com uma actual person (pessoa real).
  • He never actually met the president / Ele, realmente/na verdade, nunca encontrou o presidente.
  • My current boss is very young / Meu atual chefe é muito jovem.
  • Currently, there are no jobs available here / Atualmente, não existem empregos disponíveis aqui.
Outra causa comum de confusão é eventual (e o advérbio eventually). Isso significa "no final" ou "após um longo período de tempo". Para falar sobre a possibilidade de que algo possa acontecer, é preciso usar uma palavra como possible ou um verbo modal como might :

  • Eventually we reached an agreement/Finalmente chegamos a um acordo.
  • The eventual cost of the building was much higher than expected / O custo final do edifício foi muito maior do que o esperado.
  • We have a possible solution for your problem / Nós temos uma possível solução para o seu problema.
  • We might have to hire more staff / Podemos ter que contratar mais funcionários.
Um"falso amigo" bastante sutil é sympathetic. Quando descrevemos alguém como ‘sympathetic’, geralmente queremos dizer que tal tipo de pessoa se importa com os nossos problemas e sentem muito por eles. Usamos adjetivos como friendly ou nice para descrevermos alguém de quem gostamos. O inglês usa ‘sympathetic’ para descrever alguém de quem gostamos, mas isso é bastante formal, e é mais frequentemente aplicado a personagens de livros, filmes, etc. do que a pessoas reais:

  • Adam wasn’t very sympathetic when I hurt my leg / Adam não foi muito solidário/solícito quando machuquei minha perna.
  • Eu conheci sua irmã. She’s really nice! / Ela é muito legal!
  • The doctor is portrayed as a sympathetic character / O médico é retratado como um personagem empático.
Terminarei com alguns mais simples. Em inglês, your parents  são apenas seu pai e sua mãe, todas as demais pessoas da sua família são relations ou relatives. 
Fabric é do que suas roupas são feitas - o lugar onde elas são feitas é uma factory. 
Money consiste em papel-moeda e moedas - se você quiser pedir a alguém para lhe dar o troco, você precisa pedir por change. Finalmente, se estiver embarassed , você está se sentindo tímida ou envergonhada, mas não está grávida (ter um bebê)!
Portanto, tenha cuidado com essas palavras. Há muitos "falsos amigos" esperando para nos enganar, e você provavelmente será capaz de adicionar mais exemplos aos que discuti aqui.
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segunda-feira, 11 de março de 2019

Concurso de tradução do PROZ - Benevolent deception of placebo effects button



MINHA TRADUÇÃO

A fraude bem-intencionada do botão de efeito placebo 
(ou....Aperte aqui e sorria: você está sendo enganado)

Ao longo de muitos anos, sem fazer alarde, as autoridades de Nova York desativaram a maioria dos botões que controlavam os sinais de pedestres nos cruzamentos da cidade. Na avaliação daquelas autoridades, temporizadores computadorizados quase sempre funcionam melhor. Em 2004, menos de 750 dos 3.250 estavam operacionais. O governo da cidade, no entanto, não retirou os botões desativados – induzindo a inúmeros acionamentos inúteis via dedos desavisados.


Inicialmente, devido ao custo para removê-los, os botões sobreviveram. Mas, descobriu-se que, apesar de inoperantes, eles serviam a um propósito. Os pedestres que acionam o mecanismo são menos propensos a atravessar antes do homenzinho verde aparecer, declarou Tal Oron-Gilad, da Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel. Tendo estudado o comportamento nos cruzamentos, ela observa que as pessoas são mais propensas a obedecerem a um sistema que acata comandos humanos.

Botões inoperantes produzem efeitos placebo desse tipo porque as pessoas apreciam a sensação de controle sobre os sistemas que estão usando, diz Eytan Adar, especialista em interação homem-computador da Universidade de Michigan, em Ann Arbor. O Dr. Adar observa que seus alunos geralmente projetam software com um botão clicável "salvar", que não tem outro papel senão o de tranquilizar os usuários que não sabem que a digitação é salva automaticamente. Pense nisso, ele diz, como uma “mentirinha” benevolente para combater a frieza inerente ao mundo das máquinas.

Esse é um ponto de vista. Mas, pelo menos nos cruzamentos, botões placebo também podem ter um lado mais sombrio. Ralf Risser, chefe do FACTUM, um instituto vienense que estuda fatores psicológicos em sistemas de trânsito, avalia que o consequente ressentimento provocado pela consciência dos pedestres sobre essa fraude, agora supere os benefícios.


TEXTO ORIGINAL
Over the course of many years, without making any great fuss about it, the authorities in New York disabled most of the control buttons that once operated pedestrian-crossing lights in the city. Computerised timers, they had decided, almost always worked better. By 2004, fewer than 750 of 3,250 such buttons remained functional. The city government did not, however, take the disabled buttons away—beckoning countless fingers to futile pressing.

Initially, the buttons survived because of the cost of removing them. But it turned out that even inoperative buttons serve a purpose. Pedestrians who press a button are less likely to cross before the green man appears, says Tal Oron-Gilad of Ben-Gurion University of the Negev, in Israel. Having studied behaviour at crossings, she notes that people more readily obey a system which purports to heed their input.

Inoperative buttons produce placebo effects of this sort because people like an impression of control over systems they are using, says Eytan Adar, an expert on human-computer interaction at the University of Michigan, Ann Arbor. Dr Adar notes that his students commonly design software with a clickable “save” button that has no role other than to reassure those users who are unaware that their keystrokes are saved automatically anyway. Think of it, he says, as a touch of benevolent deception to counter the inherent coldness of the machine world.

That is one view. But, at road crossings at least, placebo buttons may also have a darker side. Ralf Risser, head of FACTUM, a Viennese institute that studies psychological factors in traffic systems, reckons that pedestrians’ awareness of their existence, and consequent resentment at the deception, now outweighs the benefits.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A FUSÃO DE PALAVRAS NO INGLÊS - (Blend or portmanteau words)


Hangry e bromance (fusão ou portmanteau words)


Traduzido por Eduardo Rodrigues do texto original em:


Nossa página do Cambridge Dictionary no Facebook apresentou recentemente um post sobre fusão ou combinações de palavras. São palavras formadas pela combinação de duas outras palavras, como Brexit (abreviação de 'British exit') e brunch (uma combinação de 'breakfast' e 'lunch').

Algumas combinações existem há muito tempo. O "brunch", por exemplo, originou-se há muito tempo no final do século XIX. Outras foram inventadas mais recentemente. (Embora, às vezes, pareça que a palavra 'Brexit' exista há muito tempo, na verdade, foi inventada em 2012!) Aqui nós atentaremos para misturas relativamente recentes no idioma inglês.

Vamos começar com comida e comer. A mistura flexitarian (= flexible + vegetarian) reflete uma tendência recente na ingestão de carne. É relativa a uma pessoa que come principalmente comida vegetariana e, ocasionalmente, ingere carne: Na página 5, dez benefícios para a saúde de uma dieta flexitarian.
A palavra mocktail, (= mock + cocktail), que já existe há algum tempo, significa "um coquetel sem álcool": Os clientes podem desfrutar de uma variedade de coquetéis e mocktails.

Enquanto isso, uma pessoa que está um pouco irritada ou impaciente por não ter comido por um tempo, pode agora ser descrita informalmente como hangry (= hungry + angry): Pouco antes do almoço, ele tende a ficar um pouco "hangry".
Como você pode imaginar, a moda também gerou combinações. 
Jeggings (= jeans + leggings) são calças apertadas feitas de um material elástico que se parece com jeans: eu optei pelo conforto - jeggings e um moletom.

Skort ou skorts (= skirt + shorts), por sua vez, se refere a um par de bermudas com uma peça de pano na frente que dá a aparência de uma saia: Eu uso skorts para jogar tênis.

O lazer também possui algumas palavras combinadas. No Reino Unido, o glamping (= glamorous + camping) se refere a uma forma mais luxuosa e elegante de acampar que envolve cadeiras e camas confortáveis, aquecimento, etc.: Veja nossa gama de opções para glamping.

Um staycation (= stay + vacations) é um feriado que você desfruta em casa ou perto dela, ao invés de viagem para uma longa distância: Há sempre a opção staycation mais econômica.

Cosplay (= costume + play) é a atividade de se "vestir como" e fingir ser um personagem de um filme, história em quadrinhos, etc: Convenções de cosplay se tornaram um grande negócio.

Uma combinação que muitas vezes é ouvida em relação às celebridades e outras figuras públicas é bromance. Este termo informal - uma mistura de "bro" / "brother" e "romance" - refere-se humoristicamente a um relacionamento próximo e amigável entre dois homens. O aparente bromance entre os dois líderes foi observado na imprensa.

Continuando com os homens, o termo desaprovador mansplain (= man + explain) surgiu nos últimos anos. Se um homem mainsplain algo a uma mulher, significa que está explicando sobre o que ela já conhece de cor e salteado: Acabei de ouvir um sujeito mansplain meu próprio trabalho!


E você? Já ouviu ou leu alguma outra combinação de palavras recentemente?

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Todo bom freelancer comete erros - Assuma os seus




Todo bom freelancer comete erros

de Marc van Sittert
06 de junho de 2018
Lidando com seus erros como freelancer.

Traduzido por Eduardo Rodrigues / original em:


Esta é uma postagem de um membro da comunidade Freelancers Union. Se você estiver interessado em compartilhar sua experiência, sua história ou algum conselho que ajudará um colega freelancer, sinta-se à vontade para enviar seu post para nós aqui.

Uma vez que superei minha super-sensibilidade de jovem para cometer erros - às vezes caros - ao iniciar como empregado, no final dos anos 80, lentamente cheguei a um ponto em minha vida profissional onde percebi que deveria ser aceitável cometer erros com o dinheiro do chefe. Como funcionário. "Yuuugh!" é como isso soa quando dito em voz alta. E é aceitável - acontece o tempo todo, e é chamado Vida. Percebi também que o próprio termo “erro” é muito duro; e traz muita negatividade e medo.

E não passa de Vida

Vamos ser claros - Quero dizer que "é chamado de Vida" tentar fazer o seu melhor. O fato de os erros acontecerem pode ser uma desculpa preguiçosa para pessoas negligentes, mas não acho que se aplique a ninguém que esteja lendo isso. Estou conversando com aqueles que se importam, que entendem de profissionalismo e sentem obrigação de produzir um ótimo trabalho para os seus clientes. Pessoas "antenadas". Pessoas boas. Nós.
Se é uma regra inevitável dos negócios que funcionários são menos eficientes em termos de custo, então também é aceitável que você cometa erros como freelancer. "Uh, duuhh..." muitos estão pensando, tenho certeza disso, mas aposto alto que muitos mais estão assentindo silenciosamente, talvez até se perguntando como isso poderia ser possível. Os erros podem ser algo mais? No meu dicionário, "erro" tem sinônimos em "oportunidade, troca significativa, ponto de crescimento" e até, "ganho inesperado" e "benefício".

O valor dos erros

Sim, como freelancer, fora de um ambiente de escritório tradicional, você pode perder esse senso de pertencer, a capacidade de negociar em amizade ou camaradagem para contextualizar seus erros. Frequentemente. Talvez, na maior parte das vezes. Você não é um membro permanente de uma equipe. Mas você não está despojado do direito de ser humano! E você é um membro da equipe. O trabalho remoto tem valor hoje em dia. A interface humana do trabalho está diminuindo, sim, mas a aceitação de comunicações remotas ou digitalizadas está crescendo rapidamente para compensar isso.
Então, você não participa do bolo de aniversário da Susana, mas até isso vai mudar, tenho certeza. O Cripto-crédito garantirá sua ida à lanchonete local para comer o bolo enquanto parabeniza a Susana no Skype de algum escritório do futuro, que poderá ficar em qualquer lugar. Em todo o lugar. E já aqui. O ponto é, a aceitação fundamental de “erros” como um subproduto inevitável do trabalho mecânico do animal humano, não pode ser diferente para um freelancer.
O sábio concorda que não é um argumento para a aceitação do trabalho precário. É como impostos e morte - inevitáveis - e assim ele consegue encontrar benefícios nisso.

Alguma vez já submeteu um erro?

Seus dedos vão tremer ao ler a mensagem de um cliente apontando para os erros que você cometeu. E, sim, às vezes são vários em um único documento! Que horror! Até senti uma incômoda onda de suor emergindo na minha testa enquanto eu subia de volta para o escritório, para sentar de novo diante do computador, depois de um balido do cliente no WhatsApp, apontando para erros de digitação. Eu gostaria de poder empacotar todos os futuros erros, má digitação, e esses momentos de mudez patética, e mandar tudo para ser explodido ao amanhecer em alguma ditadura fascista. Porém, a desvantagem do trabalho remoto em não contar com a camaradagem do escritório para negociar, tem um outro lado - a oportunidade!

Não é apenas um clichê: os erros oferecem oportunidades

Quando ouvia os orientadores especialistas em negócios falarem sobre transformar erros em oportunidades, aquilo me soava estúpido. Como uma tentativa forçada de beijar um traseiro depois de transar. Mas, eles tinham razão. É uma oportunidade. Depois de um erro, tudo acaba ou continua de alguma forma. Certamente a oportunidade só existe no “de alguma forma”. Como todos nós cometeremos erros - da faxineira ao presidente - a própria palavra "erro" é um equívoco.
Os erros são, definitivamente, oportunidades, especialmente para os freelancers. Dentro de cada freelancer há uma diligência, uma determinação, uma via que conecta seu senso mais pessoal aos objetivos do cliente, característica difícil de encontrar tão forte em algum funcionário. Cometer um erro é uma oportunidade, uma oportunidade de superar de longe as obrigações de qualquer empregado de escritório, e, ao mesmo tempo, impressionar as pessoas.

Quando erros não são erros

O erro pode ser uma oportunidade para um cliente demonstrar sua abordagem autoritária e precipitada nos negócios, e despedir você. Rispidez. Mas, sim, pode acontecer que o relacionamento azede e morra. Eu, pessoalmente, não lamento a saída desse tipo de energia da minha vida.
Muito mais comum - sendo o chefe, provavelmente humano, assim como você, e que calçou o par com meias erradas nos filhos esta manhã, ou perdeu algumas tacadas enquanto jogava golfe com o chefe regional ontem - ele está muito mais interessado em ver você seguir em frente e reparar habilmente o erro do que qualquer outra coisa. Quer mais alguém que esteja envolvido saiba disso ou não. Se você me perguntar, o que conta mais na arena dos erros é a antecipação, o senso de oportunidade em consertá-los, mais do que qualquer outra consideração.
Assim como o dinheiro tem milhões de associações ruins, e apenas um valor bom, puro e simples - beneficiando a vida de outras pessoas -, os erros também podem ter milhões de facetas negativas que se agarram a eles como sujeira em uma fruta caída. Mas a oportunidade realmente boa e poderosa que reside naquele momento supera todas elas.

Mostre sua coragem

Há um grande benefício que surge em qualquer erro, e esse é a oportunidade de mostrar o seu valor. Fidelize o cliente. Talvez pela primeira vez nesse relacionamento mostre a alguém o seu senso de profissionalismo, seu coração, sua lealdade e seu comprometimento em fazer as coisas certas. Um erro eventual provavelmente será a primeira oportunidade para que o cliente conheça você de forma mais profunda. Possa ver quem você realmente é. Você aceita, pede desculpas, e efetua uma reparação imediata? Isso é o melhor que alguém na face da Terra pode fazer. É a atitude mais valiosa. Inestimável mesmo. Mais do que qualquer graduação ou currículo impressionante, as pessoas querem saber que você se importa.

As pessoas fazem negócios com pessoas em quem confiam

Quando você se sentar e encarar um erro, pule qualquer roteiro negativo que tenha recebido, ignore os demônios internos; concentre-se em acertar as coisas. Pronto. Como um profissional. Há um potencial maior para ganhar no futuro, e para sempre, do que em qualquer nova perspectiva.
É o núcleo das vendas atuais: encontrar o problema e ser a solução. Só porque você às vezes foi o problema, não o alivia de impor o seu jogo e se tornar a solução! Muitas vezes, nesses momentos, confiança valiosa, lealdade e compromisso futuro são construídos, e essas coisas valerão a pena. Abrace os erros pelo valor que eles carregam para nós; nós que, em primeiro lugar, não pretendíamos cometê-los. Boa sorte!

Sou redator freelance baseado em Joanesburgo, especializado em blockchain, cripto-moedas, análise e relatórios automotivos e de negócios. Auto-ditada, polímato, instrutor de ioga e meditação, tenho um blog prolífico sobre questões de relevância social e bem-estar pessoal.


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